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Mundo das Mulheres

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A ditadura do salto alto

Ser Mulher tem muito que se lhe diga…

Em 2016 uma rapariga Canadense solicitou várias vezes ao longo do dia, ao seu empregador que a deixasse usar sapatos de salto baixo, uma vez que estava com dores extremas nos pés, por trabalhar todo o dia em pé (ela era empregada de mesas). O patrão não deixou e quando a mesma chegou a casa e descalçou os sapatos, tinha ambos os pés ensanguentados. A sua melhor amiga ficou indignada, tirou uma fotografia e colocou-a no Facebook. A foto tornou-se viral e o assunto tornou-se polémico.

 

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Ainda no ano passado outra jovem Britânica (Nicola Thorp) que trabalhava como rececionista temporária num Hotel foi enviada para casa, sem salário (o que é ilegal), porque se recusou a trabalhar de salto alto. A jovem achou que estava a ser discriminada e resolveu lançar uma petição que angariou 150.000 assinaturas (ultrapassando as 100.000 necessárias para o assunto ser discutido no Parlamento Britânico) entre Maio e Novembro de 2016. O assunto ganhou projeção nacional e a agência de trabalho temporário para a qual a jovem trabalhava teve que rever os procedimentos e retirou a obrigatoriedade de trabalhar de saltos altos. Entretanto, face a estes dois casos que geraram muita polémica (e provavelmente a outros que desconhecemos) a Comissão para as Mulheres e Igualdade e a Comissão de Petições do Parlamento Inglês, fizeram um estudo sobre o uso de saltos altos no trabalho e as regras de vestuário nos locais de trabalho.

O relatório de avaliação detetou muitas situações discriminatórias, tais como: a obrigatoriedade das mulheres de pintarem o cabelo de louro ou de se terem de maquilhar constantemente. Também conclui que as mulheres sofrem problemas de saúde e bem-estar a curto e longo prazo por serem obrigadas a usar saltos altos no trabalho.

Na França (país da Igualdade, por excelência) em 2015 no Festival de Cannes, um grupo de convidadas, mulheres com mais de 50 anos, foi impedida de entrar para assistir ao filme “Carol”, porque não estavam a cumprir o “Dress Code” do Festival por estarem sem saltos altos.

De acordo com o site Screen Daily, já um evento anterior ao Festival de Cannes tinha impedido um grupo de mulheres a entrar no mesmo e que, por motivos de saúde, usavam sabrinas de strass em vez de saltos altos.

Face a estas situações passadas na “Red Carpet”, em 2016 Júlia Roberts, Kristen Stweart e Sasha Lean, fizeram questão de entrar no Festival de Cannes descalças como forma de protesto.

Num Mundo que se quer cada vez mais Igualitário e Solidário, a ditadura dos saltos altos tem-se imposto. Até quando?

E em Portugal? Eu não me posso queixar, pois apesar de trabalhar com Diretores, Médicos, Enfermeiros, Administrativos, o “Dress Code” no meu local de trabalho é liberal e eu, se e quando quiser, posso trabalhar de sabrinas. Apenas não é permitido trabalhar de ténis, fato de treino, enfim, roupas de lazer.

E vocês? Como é o “Dress Code” no vosso local de trabalho?

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