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Mundo das Mulheres

Mundo das Mulheres

Como começar o Ano Novo com o pé direito

Vivo sozinha há 7 anos. Os meus filhos ora vivem comigo, ora com o pai.

Este ano decidi que ía passar o Ano Novo fora de casa, pois não me apetecia passá-lo sozinha (os meus filhos passam-no com o Pai).

Apesar de ter amizades femininas, as mesmas são casadas e passam sempre o Ano Novo em família.

Assim, no último dia do Ano de 2016, decidi que iria ao Casino de Lisboa ver um concerto com entrada grátis. Comecei a arranjar-me às 21h00, mas por ter recebido vários telefonemas, acabei por me atrasar. Quando cheguei à Estação da CP, o comboio para o Oriente já tinha passado. Assim, apanhei o comboio para o Rossio e depois apanharia o metro para o Oriente.

Acontece que no comboio conheci uma mãe solteira e a filha de 17 anos. Eram muito simpáticas e como estavam também sozinhas acabámos por fazer amizade e fui com elas para o Terreiro do Paço.

Chegámos ao Rossio e dirigimo-nos ao Terreiro do Paço. Antes de chegarmos ao Arco da Rua Augusta, estava uma multidão horrível. Nem conseguíamos andar mais. Comecei a ver pessoas a voltar para trás e a dizer que a PSP já não deixava entrar mais pessoas no recinto, devido ao risco de sobrelotação.

Voltámos para trás e sugeri irmos então ao Casino de Lisboa ver o concerto. Apanhámos o metro na Baixa Chiado e lá fomos.

Chegámos e na entrada do Casino perguntei ao Segurança se a rapariga podia entrar, uma vez que estava acompanhada com a mãe. O Segurança disse-me que não, pois ela era menor e de acordo com as regras do Casino não é permitida a entrada de menores no Lounge, pois têm acesso ao espaço de jogos. Expliquei que ela estava acompanhada pela mãe, mas mesmo assim não permitiram a nossa entrada…

Ali perto na FIL, havia música e carroceis de feira. Fomos até lá e como já era 01h30 da manhã, estávamos cheias de fome. Comprámos crepes numa das vendas ambulantes (dentro do recinto) e sentámos a comer numa das mesas que lá se encontravam. Quando estávamos a metade do mesmo, chega um PSP que estava ali de serviço e informou que tínhamos que sair. Eu disse que apenas estávamos a acabar de comer e saíamos logo. Passado 2 minutos apareceu outra PSP e disse que se não saíssemos ficávamos lá fechadas. Agarrámos nos pratos de plástico e nos talheres e lá fomos nós para a saída…

Comemos o resto à entrada da FIL. Dirigimo-nos então à estação CP do Oriente para apanharmos o comboio e voltar para casa. Fomos a ver os horários e surpresa: só haviam comboios a partir das 06h08 da manhã! Eram 02h00 da manhã e teríamos de ficar ali na Estação a noite toda!!!

Estava uma noite gelada. O frio naquela estação entrava por todos os lados. Fui perguntar a um Segurança (negro) que ali estava de serviço se podia abrir uma das salas de espera (existem 4), pois havia mais pessoas que também estavam à espera e a miúda estava cheia de frio. O Vigilante foi extremamente arrogante e disse que não podia. Que estavam a obedecer a ordens da REFER e não podiam abrir uma das salas…

Expliquei-lhe que sabia que tinham expulsado os sem-abrigo que estavam no espaço da cave e que a REFER não queria pessoas lá em baixo. Mas como nós não éramos sem-abrigo, mas sim passageiros, podiam abrir uma das salas de espera no piso superior. Na sua arrogância continuou a dizer que não e foi embora.

A entrada para a sala de apoio ao cliente antes da porta de entrada tem duas portas de vidro e forma um retângulo. Ali o frio não entrava com intensidade e como a miúda estava a gelar, fomos lá para dentro. Estivemos lá até às 05h00 da manhã. Por duas vezes um Segurança (branco) passou por nós olhou e ignorou-nos. Às 05h00 da manhã o dito Segurança (negro) voltou e embirrou que não podíamos estar ali dentro porque os Funcionários da CP íam entrar ao serviço e nós não podíamos estar ali. Expliquei-lhe que os Funcionários não íam entrar às 05h00 da manhã, porque os comboios só começavam a funcionar às 06h00, até porque além disso, o horário estava afixado na porta. Continuou a insistir e nós dissemos que não saíamos dali e dissemos inclusive para que se quisesse chamasse a PSP. Como não conseguia levar a sua avante, abriu as portas para nos forçar a sair dali. Saímos e ele ficou a conversar com outros homens que estavam ali à espera também do primeiro comboio da manhã. Qual não é o meu espanto quando olho e vejo 4 homens entrar para onde nós não podíamos estar!!! Então como havia outra reentrância como aquela, fui para lá sem ele ver e lá fiquei. A mãe e a filha ficaram na plataforma da Estação porque já não que lhe queriam fazer frente novamente. Às 05h15 o Segurança (branco) trouxe as chaves e abriu uma sala de espera, para que as pessoas lá pudessem ficar protegidas da noite gelada… Estivemos lá até à hora do comboio.

Espero que o facto de andar a ser “expulsa” de todo o lado nessa noite, não venha a ser agoiro de mau ano…

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