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Mundo das Mulheres

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VIVEMOS NUMA ZONA SISMICA… ESTAMOS PREPARADOS? (PARTE 3)

Após a 1ª Parte e 2ª Parte com o que fazer ANTES e DURANTE de um terramoto, aqui está a 3ª Parte do que fazer DEPOIS de um terramoto:

 

(caso resida ou trabalhe perto da costa marítima)

PRIMEIRAS HORAS - Após a passagem das ondas sísmicas destrutivas até à chegada de socorros

Se estiver no interior do edifício:

  • Se está preso ou ferido vai ter de pedir ajuda e dosear as suas forças. Tente respirar devagar. Grite quando acha que há condições para ser ouvido. Dê o tempo necessário para ouvir uma resposta aos seus pedidos. Bater de forma cadenciada um objeto numa estrutura pode salvar-lhe a vida. Se está ferido tente estancar as suas feridas pressionando-as fortemente;
  • Se existem sinistrados perto de si não retire impensadamente detritos. Isso pode levar a novas quedas de detritos que podem acabar por ser perigosas para si e para quem queria ajudar. Tente estancar as suas feridas e mantenha quentes os sinistrados. Se está para além das suas possibilidades ajudar tente encontrar quem o possa fazer e explique detalhada e calmamente o que sabe;
  • Não se precipite para saídas ou para escadas. Faça tudo com muito cuidado. Pese os prós e os contras das ações que tomar. Mantenha uma atitude calma;
  • Caso o local tenha ficado em condições de pré-desmoronamento tente sair e ajudar os outros a sair com o maior cuidado possível;
  • Faça os possíveis para desligar o gás, eletricidade e água;
  • Não utilize fósforos, isqueiros ou qualquer outro instrumento de chama descoberta e não use interruptores de eletricidade sem se ter assegurado primeiro que não há e que não houve fuga de gás;
  • utilize antes uma lanterna elétrica. Pequenas faíscas quase impercetíveis resultantes do uso de interruptores podem provocar a ignição do gás proveniente das canalizações danificadas. Se sentir cheiro a gás dentro de casa abra as janelas e evacue as imediações por medida de segurança. Avise as equipas de socorro que cheguem;
  • Ajude na evacuação de sinistrados;
  • Detete os focos de incêndio que se podem encontrar nas imediações e extinga-os, dentro das possibilidades, ou assinale-os aos bombeiros.

Se estiver no exterior:

  • Não toque em cabos de eletricidade derrubados ou em quaisquer objetos que estejam em contacto com eles;
  • Não se aproxime de corpos de água;
  • Não corra, nem vagueie pelas ruas.

Em todos os casos:

  • Previna-se contra réplicas sísmicas. As réplicas poderão acabar por fazer cair o que ficou em pé mas muito danificado. Não entre nas zonas mais atingidas e mantenha-se afastado de edifícios e estruturas a não ser que a sua presença seja estritamente necessária;
  • Facilite a chegada de socorros e coopere com as autoridades;
  • Logo que possível sintonize o rádio nas emissoras que recolhem, tratam e difundem informação relevante e oficial;
  • À medida que se organizam os centros de informação oficiais, inscreva-se nas listas e partilhe informação sobre pessoas (quer daquelas que sabe o paradeiro, quer daquelas que procura);
  • Tente contactar a sua pessoa de contacto (referida nas medidas a tomar antes de um sismo) e dê conta da sua situação.

No mar e no litoral continuam a ser válidos as indicações no tópico “durante” até que as autoridades informem que não há perigo

PRIMEIROS DIAS - Durante as operações de emergência

Colabore com os serviços de socorro, agentes de proteção civil e com equipas científicas no terreno.

MUITO IMPORTANTE: Não espalhe boatos de qualquer espécie. Eles geralmente propagam-se rapidamente após os desastres e podem causar sérios transtornos;

Não entre em edifícios danificados, em perigo de ruir;

Nos outros casos verifique cuidadosamente as condições de abastecimento de água, eletricidade e gás e limpe produtos tóxicos e/ou inflamáveis que tenham sido derramados.

Examine a chaminé da sua casa ao longo de toda a sua extensão verificando se existem fendas, particularmente ao nível do telhado; o exame inicial deve ser feito à distância;

Verifique se os canos de esgoto estão em bom estado. Peça ajuda a técnicos especializados se necessário;

Identifique os restantes desgastes sofridos pelo edifício e informe os bombeiros ou o serviço encarregado de centralizar as comunicações se os desgastes são suscetíveis de provocar perigo;

Se não souber avaliar peça ajuda especializada por esses mesmos canais de comunicação;

Não consuma água da rede pública pois pode não estar em condições de ser consumida;

Não circule de carro para inspecionar as destruições causadas pelo sismo a fim de não dificultar as ações de socorro, bombeiros ou ambulâncias. Os trabalhos de desaterro só devem começar quando não houver perigo de novos desmoronamentos (lembre-se das réplicas referidas acima). Para a execução dos trabalhos use um calçado resistente e proteja a cabeça com um capacete ou um objeto resistente;

Não reocupe edifícios sem autorização de autoridades competentes;

Utilize preferencialmente, caso seja possível, apenas mensagens SMS, mais fiáveis na transmissão e menos pesadas para a rede de comunicações.

Se houver ordem de evacuação da zona onde reside:

  • Saia de casa imediatamente;
  • Leve consigo a mochila de emergência (ver Post 1 - Mochila de Emergência);
  • Desligue água, gás e eletricidade;
  • Vista-se e calce-se apropriadamente e confortavelmente;
  • Tranque a sua casa;
  • Se puder deixe os seus animais em local seguro ou, em opção, solte-os pois por norma eles sabem cuidar de si;
  • Siga as instruções das forças de segurança e demais agentes de proteção civil;

PRIMEIRAS SEMANAS - O retomar da normalidade

  • Esteja preparado para as suas próprias reações de carácter emocional e para as dos seus próximos. Estados de pânico, nervosismo, ansiedade, receio, confusão mental, entorpecimento físico, desorientação, vontade de vomitar e dores abdominais, perca de apetite, insónias, irritação à mínima coisa são reações normais desde o evento até muito depois deste.
  • E as crianças? Além das reações já referidas, nas crianças mais pequenas, a enurese e a possibilidade de recomeço do uso de chucha ou similar são reações perfeitamente compreensíveis, passageiras e normais após uma catástrofe sísmica. Para voltar à situação normal pode ser muito útil exprimir os sentimentos e falar sobre eles. É muito benéfico também incentivar os seus filhos a também os exprimir através de jogos ou desenhos. Incentive-os a fazer perguntas. Leve a sério os receios das crianças, tranquilize-as e dê-lhes muita atenção, conforto e carinho. As crianças nunca fingem que estão receosas. Temem ficar sozinhas ou separar-se da família. Mesmo que seja necessário, em condições difíceis, procurar auxílio ou alojamento mantenha-as junto de si.
  • Ajude no que puder na recuperação a todos os níveis da comunidade onde está envolvido. A ajuda externa que esta comunidade poderá receber nunca será a suficiente e nada será como dantes. É, pois, altura onde se podem corrigir algumas possíveis deficiências com a participação de todos. Tem sido observado, um pouco por todo o mundo, que depois do luto próprio e expectável de catástrofes as comunidades atingidas dão um salto qualitativo em muitos aspetos da sua vida.

 

Após estes 3 Posts sobre o que fazer em caso de sismos ou terramotos, espero que estejam melhor informados sobre como atuar antes, durante e depois, de modo a que seja mais fácil e eficiente manter-se vivo e proteger quem necessite.

 

 

 

 

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